Em 28 de novembro de 2016, um avião da companhia aérea boliviana LaMia que transportava a delegação da Chapecoense para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, caiu nas proximidades de Medellín, na Colômbia. Das 77 pessoas a bordo, somente seis sobreviveram, dentre elas três jogadores do clube.

A partir desse momento, iniciou-se a investigação do acidente aéreo da Chapecoense, que contou com a participação de autoridades de aviação civil da Bolívia, Colômbia e Brasil, além de órgãos internacionais.

Em janeiro de 2017, foi divulgado pelo órgão responsável pela investigação na Bolívia, a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC), que a empresa LaMia era responsável pelo planejamento do voo com combustível insuficiente para todo o trajeto. Além disso, a aeronave apresentou uma série de problemas técnicos que não foram reportados pelos pilotos.

Essas informações geraram críticas à falta de fiscalização adequada das autoridades de aviação civil, já que a LaMia apresentava diversas irregularidades em sua operação, como a utilização de um avião de sete anos sem manutenções relevantes e o uso de uma tripulação com pouca experiência em voos internacionais.

A investigação também apontou que o papel da Chapecoense no acidente foi negligente, ao permitir o uso de uma companhia aérea irregular e não verificar adequadamente as condições de segurança do voo. Contudo, há controvérsias se o clube tinha conhecimento das irregularidades da LaMia.

Para além das responsabilidades diretas, o acidente da Chapecoense trouxe à tona uma série de questões sobre segurança aérea que precisam ser enfrentadas por todos os envolvidos no setor. Isso envolve aprimorar a fiscalização e regulamentação do setor, bem como promover uma cultura mais proativa de prevenção de riscos, tanto das empresas aéreas quanto dos próprios passageiros.

A tragédia da Chapecoense é um alerta para que a segurança aérea seja uma prioridade constante, a fim de evitar outras perdas irreparáveis no futuro.